Médicos, engenheiros, advogados, enfermeiros, professores e muitos outros profissionais que se mudam para os Estados Unidos enfrentam a mesma dúvida: “Meu diploma brasileiro vale nos EUA?”.
A resposta é: depende. Diferente do Brasil, onde um diploma pode ter validade nacional imediata, nos EUA cada profissão segue regras específicas, reguladas por órgãos estaduais ou nacionais.
Neste artigo, vamos detalhar o passo a passo para validar diplomas, explicar como funciona o processo de licenciamento profissional e quais caminhos podem acelerar a sua jornada.
Etapa 1 – Avaliação do diploma (Credential Evaluation)
O primeiro passo é submeter seu diploma brasileiro a uma avaliação de credenciais acadêmicas, feita por empresas especializadas. Esse processo analisa seu histórico escolar, carga horária, notas e equivalência em relação ao sistema americano.
Algumas das instituições mais reconhecidas:
WES (World Education Services)
ECE (Educational Credential Evaluators)
Josef Silny & Associates
Essa etapa é essencial porque os EUA precisam verificar se a sua formação é compatível com a exigida no país.
Etapa 2 – Licenciamento profissional
Após a avaliação do diploma, cada profissão exige um processo de licenciamento. Esse é o ponto onde muitos brasileiros encontram desafios.
Saúde (médicos, dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas): é necessário realizar provas nacionais e, em alguns casos, até uma residência ou estágio complementar nos EUA.
Engenharia e Arquitetura: precisam de registro nos Conselhos Estaduais (Boards), após aprovação em exames específicos como o FE (Fundamentals of Engineering) e o PE (Professional Engineer).
Direito: advogados devem realizar o exame da Ordem (Bar Exam) no estado em que pretendem atuar, além de comprovar formação em Direito compatível.
Educação: professores estrangeiros precisam validar a formação acadêmica e, em alguns casos, realizar cursos complementares exigidos pelo estado.
Etapa 3 – Inglês profissional e provas de proficiência
Em quase todas as áreas, é necessário comprovar proficiência no inglês. Provas como o TOEFL ou IELTS são exigidas tanto para programas de complementação acadêmica quanto para exames de licenciamento.
Além disso, muitas provas aplicadas para profissionais de saúde e direito possuem terminologia técnica, exigindo não apenas fluência, mas domínio do vocabulário profissional.
Etapa 4 – Experiência prática nos EUA
Alguns conselhos exigem experiência local antes de liberar a licença definitiva. Isso pode significar estágios supervisionados, programas de residência ou até trabalho voluntário em áreas correlatas.
Alternativa: migrar por empreendedorismo
Para quem encontra barreiras muito grandes, existe a alternativa de empreender nos EUA na sua área de conhecimento, sem necessariamente exercer a profissão regulamentada. Por exemplo: um médico que não validou o diploma ainda pode abrir uma clínica de estética ou um centro de bem-estar, desde que não exerça atos privativos da medicina.
Validar um diploma no exterior não é simples, mas é totalmente possível com planejamento e preparação. Cada profissão tem suas próprias exigências, e entender essas etapas é o primeiro passo para continuar sua carreira nos Estados Unidos.
A recomendação é buscar uma avaliação personalizada com especialistas em imigração e validação acadêmica, garantindo que seu tempo e investimento sejam direcionados para o caminho certo.
