Para empresários e executivos brasileiros que têm empresa estabelecida no Brasil e querem expandir operações para os Estados Unidos, o visto L-1 é um dos caminhos mais diretos disponíveis.
Ele não exige sorteio como o H-1B, não depende de tratado como o E-2 e não exige demonstração de habilidade extraordinária como o O-1.
Exige algo mais específico: uma relação corporativa real entre a empresa brasileira e a empresa americana, e um histórico de trabalho gerencial ou executivo que comprove a qualificação para a transferência.
Como o L-1 funciona na prática
O L-1 é um visto de transferência intracompanhia. Ele permite que executivos, gerentes e profissionais com conhecimento especializado de empresas multinacionais sejam transferidos para uma subsidiária, afiliada ou escritório da mesma organização nos Estados Unidos.
Existem duas subcategorias. O L-1A é para executivos e gerentes e tem duração inicial de três anos, renovável por mais dois períodos de dois anos, totalizando sete anos. O L-1B é para profissionais com conhecimento especializado e tem duração inicial de três anos, renovável por mais um período de dois anos, totalizando cinco anos.
Para empresários que estão abrindo uma nova operação nos Estados Unidos, existe o L-1 para new office, com duração inicial de um ano. Após esse período, é necessário comprovar que o negócio está estabelecido e em operação para renovar o visto.
O cônjuge do titular do L-1 recebe visto L-2 com autorização automática para trabalhar nos Estados Unidos.
L-1 e o caminho para o Green Card
O L-1A tem uma conexão direta com o Green Card que o torna especialmente estratégico para executivos e empresários.
Quem está nos Estados Unidos com L-1A e tem pelo menos um ano de operação da empresa americana pode solicitar o EB1C, que é o Green Card para executivos e gerentes de multinacionais. O EB1C não tem fila de espera para brasileiros atualmente e não exige demonstração de habilidade extraordinária, apenas comprovação de que o solicitante ocupa ou vai ocupar posição executiva ou gerencial permanente na empresa americana.
Essa combinação de L-1A seguido de EB1C é uma das estratégias mais utilizadas por empresários brasileiros que querem residência permanente nos Estados Unidos com base na própria empresa.
Para que o caminho funcione, a estrutura corporativa precisa ser planejada com cuidado desde o início. A relação entre a empresa brasileira e a americana precisa atender aos requisitos específicos do USCIS, e o histórico de gestão do solicitante precisa estar bem documentado.
