Quem recebe uma proposta para trabalhar nos Estados Unidos quase sempre pensa na família. O cônjuge e os filhos podem ir junto? E, chegando lá, o cônjuge também pode trabalhar?
Na maioria dos vistos de trabalho, a família pode acompanhar o titular com vistos de dependente. A autorização para trabalhar, porém, muda bastante de uma categoria para outra.
Quando o cônjuge pode trabalhar
Nos vistos L-1 e E-2, o cônjuge do titular, em geral, tem autorização de trabalho decorrente do próprio status. Desde 2022, o USCIS reconhece essa autorização sem a necessidade de um pedido separado, com uma anotação específica no I-94.
Na prática, isso permite que o cônjuge trabalhe para empregadores americanos ou atue por conta própria, enquanto mantiver o status de dependente.
Quando depende de condições específicas
No H-1B, o cônjuge recebe o status H-4, que não autoriza o trabalho automaticamente. A autorização só pode ser pedida em situações previstas em regulamento, ligadas ao andamento do processo de Green Card do titular.
No O-1, o cônjuge entra com o status O-3, que não permite trabalhar nos EUA. É possível estudar, mas não exercer atividade remunerada no país.
Essa diferença costuma surpreender famílias que planejam a mudança contando com duas rendas.
E os filhos?
Filhos solteiros menores de 21 anos, em geral, podem acompanhar o titular como dependentes. Eles podem estudar nos EUA durante a permanência, mas os vistos de dependente normalmente não autorizam os filhos a trabalhar.
Por isso, ao comparar vistos de trabalho, vale olhar além dos requisitos do titular. A situação do cônjuge pode pesar tanto na decisão quanto o próprio emprego.
