Muita gente associa imigração profissional para os Estados Unidos a uma empresa americana disposta a contratar e patrocinar o candidato.
Esse é realmente o modelo utilizado em algumas categorias.
Mas não é o único.
Existem caminhos para a residência permanente baseados na trajetória profissional em que uma oferta específica de emprego não é obrigatória.
Quando a empresa é necessária
Em várias categorias de imigração baseada em emprego, o processo depende de um empregador americano.
A empresa apresenta a petição e, dependendo da categoria, pode ser necessário passar também pelo processo de certificação trabalhista perante o Departamento do Trabalho.
É o modelo tradicional de patrocínio profissional.
Mas algumas categorias foram estruturadas de maneira diferente.
EB1A e EB2-NIW são dois exemplos
No EB1A, destinado a pessoas com habilidade extraordinária, o próprio profissional pode apresentar a petição.
Não é necessário ter uma empresa americana patrocinando o processo nem uma oferta específica de emprego. Ainda assim, é necessário demonstrar que o candidato pretende continuar trabalhando em sua área de especialidade nos Estados Unidos.
No EB2-NIW também existe a possibilidade de apresentar a própria petição.
Nesse caso, o profissional solicita que a exigência de oferta de emprego e certificação trabalhista seja dispensada porque sua atuação proposta seria de interesse nacional para os Estados Unidos.
Isso não torna nenhum dos dois processos simples.
Cada categoria possui critérios próprios e exige evidências consistentes.
Não ter empregador não significa não ter um plano
Um dos erros é interpretar a ausência de uma oferta de emprego como liberdade para apresentar apenas um currículo.
Não funciona dessa forma.
No EB1A, é necessário demonstrar um nível de reconhecimento compatível com habilidade extraordinária.
No EB2-NIW, além de se enquadrar no EB-2, é necessário demonstrar a relevância do projeto que será desenvolvido nos Estados Unidos e a capacidade do profissional de executá-lo.
A diferença é importante: algumas categorias permitem que a própria trajetória do candidato seja a base do processo, sem deixar seu futuro migratório necessariamente vinculado à decisão de uma única empresa americana.
