Empresários brasileiros frequentemente começam a pesquisar imigração imaginando que sua empresa no Brasil não terá relação com um futuro processo nos Estados Unidos.
Em alguns caminhos migratórios, acontece justamente o contrário.
Uma empresa em funcionamento no Brasil pode fazer parte importante da estrutura do processo, desde que outros requisitos sejam atendidos.
A empresa pode ser relevante para o visto L-1
A categoria L-1 foi criada para transferências dentro de uma organização internacional.
Ela pode permitir que uma empresa estrangeira transfira para os Estados Unidos determinados executivos, gestores ou profissionais com conhecimento especializado.
Para isso, precisa existir uma relação empresarial qualificável entre as operações no exterior e nos Estados Unidos, como matriz, subsidiária, filial ou afiliada.
O profissional também precisa, em regra, ter trabalhado em tempo integral para a organização qualificável no exterior por pelo menos um dos três anos anteriores, além de preencher os demais requisitos da categoria.
A legislação também contempla situações em que uma empresa estrangeira ainda não possui operação estabelecida nos Estados Unidos e envia um executivo ou gestor para estruturar um novo escritório americano.
Existe também um caminho de residência permanente
Para determinados executivos e gestores de multinacionais, a estrutura empresarial internacional também pode ter relevância no EB1-C, uma categoria de Green Card.
Nesse caso, existem requisitos específicos sobre a experiência profissional no exterior, a função gerencial ou executiva e a relação entre a empresa estrangeira e a organização americana.
A empresa americana também precisa atender aos requisitos de operação exigidos pela categoria.
Não basta, portanto, possuir uma empresa no Brasil e abrir outra nos Estados Unidos.
A relação entre as organizações, a atividade real das empresas e o papel profissional desempenhado pelo candidato precisam ser demonstrados.
Experiência empresarial também pode ser considerada em outros casos
O histórico como empresário pode ainda ser relevante em outras estratégias.
O USCIS possui orientações específicas para avaliar empreendedores em pedidos de EB2 com National Interest Waiver, considerando evidências como experiência, crescimento empresarial, geração de receita, criação de empregos e capacidade de desenvolver o empreendimento proposto.
Mas possuir uma empresa bem-sucedida não garante um NIW. O próprio USCIS ressalta que empreendedorismo ou potencial de geração de empregos, isoladamente, não são suficientes para demonstrar elegibilidade.
Por isso, uma empresa brasileira pode representar muito mais do que patrimônio no momento de planejar uma mudança para os Estados Unidos.
Dependendo do histórico do empresário e da estrutura do negócio, ela pode se tornar uma peça relevante na construção da estratégia migratória.
